segunda-feira, 15 de julho de 2013

Celular Motorola Razr D3 - In Love



Eu estou tão apaixonada no meu celular novo que eu preciso compartilhar isso no blog rsrsrs

Já tem uns dois anos que eu utilizo dois celulares, pq eu tenho duas contas de telefone e pq eu nunca confiei em celulares de dois chips. Mas o meu querido Nokia C3 rosa me abandonou esses alguns dias atrás (o que me deixou mto triste) e simplesmente deu pane no sistema operacional. E como eu não posso ter só uma linha telefônica por questão de sobrevivência, economia e comunicação familiar e amorosa.. eu usei meus métodos de persuasão e convenci a minha mamãe querida a deixar eu comprar um celular novo.

Inicialmente eu estava querendo um celular da linha Galaxy da Samsung. Estava em dúvida entre o Galaxy S duos e o Galaxy SII. E eu pesquisei bastante a respeito dos dois aparelhos e estava quase me decidindo pelo S duos. Até que o meu namorado (super esperto) me convenceu a dar uma olhada nos lançamentos da motorola. Foi aí então que eu conheci o Razr D3 e minha dúvida surgiu de novo, já que o S duos foi muito bem aceito pelos consumidores em geral e a Samsung é a atual líder do mercado  de telefonia móvel no Brasil. Contudo, eu sempre gostei dos celulares da Motorola e nos últimos anos eu só comprei celulares dessa marca, com exceção do meu querido Nokia C3. Nos últimos 5 anos eu tive os modelos U9, Em35, K1 e Ex118, todos da Motorola.

Eu fiz novas pesquisas e resolvi comprar o Motorola Razr D3 pelas seguintes razões: ele é mais novo que o S duos, tem uma câmera melhor, eu achei o design mais bonito, a bateria tem maior duração, a versão do android é mais atualizada e ele ainda é mais barato.

Eu comprei o celular pelo site do Walmart, a entrega foi super rápida e não tenho do que reclamar. O preço do aparelho foi R$729,00, o que eu achei super em conta levando em consideração todas as funções desse modelo.

Quando o celular chegou eu me senti uma anta paralítica pq eu mal dei conta de ligar o aparelho (triste realidade), pq eu devo confessar que foi muita tecnologia para mim e celulares sem teclas nunca foram os meus melhores amigos.

Ma, eu aprendo rápido e agora eu estou tremendamente e absurdamente apaixonada pelo meu novo, lindo, moderno, portátil e maravilhoso celular. Eu faço tudo com ele e ele é super inteligente, acompanha minha vida e faz todas as atualizações necessárias sozinho, sem que eu precise quebrar muito a cabeça com ele.
Ele é rápido, tem uma câmera ótima, acessa a internet  e todas as redes sociais perfeitamente, tem um volume muito bom, a resolução da tela é excelente e o touch é super sensível. É de longe o melhor celular que eu já tive e eu super recomendo. E olha que eu tenho celular desde os meus 11 anos e eu troco de aparelho celular anualmente.....


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Dicas para conviver com o transtorno bipolar

Dicas elaboradas pelo Dr Ricardo Alberto Moreno, Dra Ana Taveira e colaboradores.
Departamento de Psiquiatria da FMUSP – Instituto de Psiquiatria
  • O ESTRESSE pode causar ou piorar sintomas de mania ou depressão. Aprenda a identificar quais os fatos e acontecimentos do ambiente (emprego, relacionamentos, etc.) São os que mais lhe afetam. Aprende a lidar melhor com eles e a enfrentar e resolver conflitos.
  • Desenvolva maneiras de se preparar para ESTRESSORES que possam ser evitados. separe um tempo extra para estar sozinho após incidentes estressantes ou faça um intervalo de descanso durante o dia.
  • Procure e aceite a ajuda da família e dos amigos quando perceber que não pode se cuidar sozinho.
  • Dedique parte do seu tempo para relaxamento. Experimente diferentes técnicas e escolha a que mais se adapta a você, como caminhar, ouvir música, andar de bicicleta, exercícios de relaxamento muscular, ioga, etc.
  • Converse com o seu médico quando quiser engravidar – uma GRAVIDEZ planejada pode ser saudável para você e o bebê.
  • Frequente os encontros psicoeducacionais – neles você terá a oportunidade de conhecer mais sobre a doença, tirar dúvidas e encontrar outros portadores.
  • Conviver com o transtorno bipolar muitas vezes tornar difícil manter as amizades, relações familiares e conjugais. Educação, comunicação e conhecimento são fundamentais para reconstruir seus relacionamentos e afastar o PRECONCEITO e ESTIGMA sobre a doença.

domingo, 7 de julho de 2013

Momento Fofura


Eu amo cachorros!
As vezes eu acho que eu escolhi o curso errado. Por mais que eu goste de direito, acho que cursar medicina veterinária não teria sido uma má idéia rsrs
Mas quem sabe eu não faço isso daqui alguns anos. Afinal de contas, eu só tenho 23 anos.. e mudar de ideia faz parte das coisas de uma bipolar.  ;s

Então fiquem com mais um momento fofura com esse filhote de sharpei lindo e super estiloso!
Boa noite!

Trilha Sonora #4

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Transtorno Bipolar e Relacionamentos


Parceiros ansiosos e irritáveis, com foco no imediato e que sofrem com seus atos impulsivos. Um ciclo que passa pela depressão de maneira prolongada, pela culpa projetada em terceiros e finalmente na reincidência do mesmo tipo de comportamento. Esse tipo de rotina pode ser indício do transtorno bipolar, mas na grande maioria das vezes é difícil de ser diagnosticado.
Ao contrário da ideia geral de que os indivíduos bipolares convivem apenas com picos de irritabilidade e depressão, o transtorno pode muitas vezes passar despercebido e ser considerado característica da personalidade. O que poucas pessoas sabem é que o transtorno bipolar pode ter ciclos curtos – até mesmo diários – e que os sintomas não necessariamente são distintos: hipomanias, irritabilidade, ansiedade e depressão podem conviver conjuntamente, o que dificulta até mesmo o trabalho dos profissionais de saúde mental para identificar o problema.
É bom ter em mente que o transtorno bipolar pode ser dividido em dois tipos: o tipo I, que é o mais raro, e onde os ciclos são bastante nítidos e em determinado momento os cônjuges, amigos ou familiares acabam indicando o tratamento para o indivíduo”, explica Doris Hupfeld Moreno, médica psiquiatra, especialista do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora ligada ao Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (Gruda) no mesmo instituto.

Já o que chamamos de tipo II é mais leve nos períodos mais ativos e acelerados – ou euforias – que caracterizam as hipomanias. À diferença da depressão, não são percebidas como problemáticas – pelo contrário, a pessoa acha que está muito bem –, e nem sempre são facilmente identificado por pessoas próximas. Frequentemente são tidas como ‘da pessoa’, ou seja, fazendo parte da personalidade dela e, portanto, normal”, completa. Vale ter em mente que as depressões nos tipos I ou II são igualmente leves, moderadas ou graves e são o tipo de episódio que mais predomina durante a vida.
De acordo com a pesquisadora, nos indivíduos com transtorno bipolar os sintomas de ambos os polos podem ser superpostos, – aceleração com ativação e depressão combinadas, por exemplo, podem gerar um sentimento de desespero, angústia e desassossego – e mesmo os estados de hipomania podem se traduzir em impulsividade aumentada para compras, libido, ou ficar obstinado com alguém ou alguma coisa, pensando demais naquilo, sem sair da cabeça, com atitudes compulsivas. Isso tudo muitas vezes é visto pelas outras pessoas, incluindo cônjuges, como “pequenas manias”, e por definição, não trazem consequências significativas. Se houver grande impacto na vida, trata-se de mania e não mais de hipomania.
“Mas se entendermos que essas pessoas, na verdade, estão vivendo com uma percepção alterada da realidade, é possível que percebamos onde está o perigo disso tudo. Os indivíduos bipolares acabam convivendo com esse atropelo de pensamentos. Estão sempre acelerados – seja focando as coisas de uma forma muito positiva ou muito negativa – e são impulsivos nas suas atitudes. Pensamentos grandiosos fazem parte do quadro clínico e acabam muitas vezes achando que sempre têm razão, são mais inteligentes, são melhores, etc, e se imaginam superiores em alguns ou muitos aspectos, aponta Doris Hupfeld.
Nesse ponto, diz a especialista, é difícil até mesmo convencer esses indivíduos a procurarem ajuda, pois eles também justificam suas atitudes de forma bastante lógica. E como as alterações entre os humores podem ser rápidas – acordar com sentimentos depressivos e ter dificuldades para dormir por não conseguir desligar dos pensamentos ou sempre encontrar nova atividade, por exemplo – tanto os amigos como os parceiros não conseguem definir exatamente o que acontece.
Fato é, que geralmente ocorre uma irritabilidade, uma impaciência, uma pressa – o chamado “pavio-curto” – que costuma não ser identificado pelo paciente e que gera um desgaste contínuo. O parceiro não sabe como encontrará o paciente, se querendo se isolar, cansado e desanimado, se de bem com a vida ou dificultando tudo e encrencando com detalhes, ou ainda estourando. O pior é que o bipolar sempre responsabiliza outros ou condições da vida pelos que lhe acontece.
Esse otimismo exagerado, esse efeito de ter ideias novas o tempo todo – e de ter resolvido algum problema de forma melhor que os outros – também são acompanhados pelo hábito de achar que a culpa por uma determinada falha nos seus planos foi devido a erros de terceiros: alguém errou, o mercado não estava preparado para a qualidade de determinado serviço, a crise econômica aconteceu. Nunca é culpa dele”, afirma a psiquiatra e pesquisadora.

Desgaste - Mas esse tipo de oscilação causada pelo transtorno leva a um desgaste. Em especial ao desgaste da relação com o cônjuge. Se em algum momento esse comportamento é visto como algo da personalidade da pessoa, aos poucos os ciclos se tornam claros. Mas pode acontecer o contrário – inicialmente os ciclos serem espaçados e bem definidos e com o passar dos anos se tornarem mais constantes e contínuos.
As obstinações, antes vistas como sinônimo de determinação, tornam-se claramente desproporcionais. O sentimento de perseguição e de desconfiança – que muitas vezes acompanham o transtorno – costumam se refletir na família do parceiro ou parceira. Círculos de amizade podem ficar comprometidos e o isolamento social, em determinados períodos, pode trazer grande sofrimento. “Esse comportamento é comum a todos os bipolares: a sensibilidade exagerada aos acontecimentos, ao estresse, ao que se diz e à opinião alheia e, consequentemente, ao isolamento.”
É nesse ponto que as “pequenas manias” se mostram incapacitantes. “A hipomania pode, claro, se refletir em outros tipos de comportamento que parecem saudáveis, como obstinação por exercícios físicos ou então, como dissemos, compras. Mas existem outros tipos de comportamentos que trazem grande sofrimento. Da mesma forma que os humores se alteram, a libido também pode ficar aumentada. Isso pode levar a traições ou comportamento sexual de risco, por exemplo”, exemplifica Doris Hupfeld.
Outro comportamento que leva a grandes sofrimentos para a relação é o abuso de álcool e drogas. “Essas pessoas com transtorno bipolar acabam usando o álcool e as drogas como um meio de ‘se soltarem’, encontrar a descontração no meio de uma alteração negativa do humor. Mas o polo inverso é a euforia ou mesmo comportamentos violentos, irritabilidade”, pontua a especialista.

Tratamento - O início do tratamento desses indivíduos se dá, usualmente, quando os sintomas da depressão são preponderantes. Durante o período de hipomania, o trabalho de convencimento é mais complicado.
Um cônjuge, para tentar convencer o parceiro a iniciar o tratamento, tem de passar por um processo longo e muitas vezes fazer um trabalho de aproximação de profissional e paciente. E mantê-los em tratamento também é complicado, pois ao menor sinal de melhora, eles podem abandonar o tratamento”, afirma Doris.

A especialista lembra também que quando se fala de tratamento, duas questões são especialmente complicadas. Primeiro, quando a visita ao psicólogo ou psiquiatra se inicia no período depressivo, muitas vezes o quadro de transtorno bipolar não é identificado. Isso pode levar a tratamentos medicamentosos baseados em antidepressivos. Esse tipo de confusão acaba levando a quadros de euforia ou grave irritabilidade. Por isso é preciso muita atenção.
Uma segunda questão levantada pela especialista e pesquisadora é sobre a interrupção do tratamento para o transtorno bipolar de forma muito brusca, por abandono do paciente ou por condições como a gravidez.
“Observamos também que muitos pacientes que passam por esse período de mania ou hipomania muitas vezes demonstram uma perda da sensibilidade e de sentimentos, uma superficialidade e frieza nas relações antes amorosas e de carinho. Há um distanciamento interior, por mais que os sentimentos exagerados e patológicos estejam à flor da pele. Precisa ficar claro que os sintomas levam a uma perda de liberdade intensos, pois eles são determinados pela doença, não mais pela sua vontade”, explica Doris Hupfeld.
A surpresa fica por conta do contraste desse tipo de comportamento com a ideia geral de que o tratamento medicamentoso é que poderia “mudar a personalidade”. “A medicação não muda a personalidade de ninguém. Ela ajuda as pessoas a deixarem de pensar de modo distorcido, por meio de uma lógica alterada pelo transtorno. É comum os pacientes reavaliarem seus comportamentos após algum tempo do início das consultas à medida que os medicamentos fazem efeito, e passarem a agir de forma mais centrada”, explica a psiquiatra.
O perigo, então, estaria em interromper um processo que ajuda no equilíbrio do indivíduo, pois isso poderia contribuir para que o transtorno tome outros contornos e que o tratamento, que já é um processo difícil de ser iniciado, se torne ainda mais distante do paciente e que possa trazer mais sofrimento para o cônjuge e para sua família.

Fonte: http://mulherbipolar.blogspot.com.br/2011/01/transtorno-bipolar-um-problema-que.html

Coisas de uma bipolar!


Eu não ando me sentindo bem. Acho que a mudança feita nos meus medicamentos deixou o meu comportamento um pouco alterado. Eu estou irritada. Sem paciência, agitada, ansiosa e grossa. E eu não sou grossa por querer, é uma coisa automática. Eu qro fazer tudo de uma vez e não estou dando muita importância para as consequências. Ontem mesmo fiz uma cirurgia para retirar meus 4 dentes sisos de uma só vez, pq eu vou colocar aparelho nos dentes e se eu não fizer isso o mais rápido possível, acho que vou ter um surto psicológico! E eu não estou exagerando!
Eu espero que eu me recupere até domingo, pq eu tenho duas provas de concurso marcadas e que vão tomar o meu dia inteiro. E não está nos meus planos deixar de fazer nenhuma das provas.
Pra completar, segunda eu tenho uma consulta marcada com o meu psiquiatra lá em Goiânia.
O que mais me incomoda é que eu estou tendo que matar serviço e eu não gosto de fazer isso de forma nenhuma, pq sinto que fazendo isso eu atrapalho todo o andamento da escrivania... E eu amo meu emprego e me preocupo de verdade com as minhas obrigações lá.

Parece que nem eu mesma estou me suportando de tão chata e irritada que eu estou me sentindo. Minha cabeça dói, minha boca dói e o estresse toma conta. ;/

Momento Fofura #2


quinta-feira, 27 de junho de 2013

O que é Transtorno Bipolar?


O transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica crônica que se caracteriza por instabilidade de humor em dois polos extremos, ou seja, ora o portador está agitado e eufórico, se achando o maior do mundo, ora triste e depressivo. Ele pode se manifestar em qualquer pessoa a partir da adolescência, mas é mais comum dos 20 aos 25 anos e dos 30 aos 35 anos. É raro em crianças e idosos.
A doença ocorre em pessoas de todas as condições sociais. Não se sabe o que a causa. Pensasse que possa ser genética. Mas se sabe que apresenta traços familiares, ou seja, pessoas com histórico do transtorno na família estão mais suscetíveis.
Existem dois tipos da doença, o 1 e o 2, além de variações pouco definidas. O tipo 1 manifesta-se em cerca de 1% da população, enquanto o tipo 2 ocorre em 3% a 8%. Diz-se que uma pessoa é portadora do tipo 1 quando tem um período de euforia mais longo com sintomas mais fortes e períodos claros de depressão; de outro lado, diz-se que alguém é portador do tipo 2 quando seu período de depressão é mais longo com sintomas intensos e seu período de euforia mais curto com sintomas leves. Portadores às vezes vivem períodos de normalidade, ou de aparente normalidade, mas, aos poucos, vão se tornando mais próximas as alternâncias de euforia e depressão.
Sintomas da fase eufórica ou maníaca são: agitação e irritação; agressividade e hostilidade; pensamento e fala rápidos; eficiência demais; falar e/ou fazer as coisas sem medir as consequências; facilidade para se distrair; desejo ou envolvimento de fato em vários projetos ao mesmo tempo; insônia ou pouca necessidade de sono; comportamentos impulsivos e de risco, como praticar sexo sem preservativo e até enfrentar a polícia.
Alguns sintomas da fase depressiva são: desânimo; falta de eficiência; tristeza profunda; sensação de vazio; falta de interesse pela alimentação; perda de interesse por atividades ou assuntos de que gostava; sensação de cansaço; e pensamentos suicidas e de morte. Cerca de 15% dos portadores que não se tratam tentam o suicídio, índice que cai para menos de 2% entre os que fazem tratamento.
As consequências da doença são terríveis. Os portadores, na fase da euforia, compram de tudo e acabam endividados ou criando dívidas para a família. Perdem bens. Enfrentam as pessoas e até policiais. Ficam malvistos e têm dificuldade para viver em sociedade, encontrar e/ou manter trabalho e parceiros amorosos. Na fase de depressão, enfrentam muitos dos mesmos problemas. E ficam mais suscetíveis a doenças e/ou ao agravamento das que têm. Acabam sozinhos e o quadro se agrava. É aí que muitos tentam o suicídio.
Pessoas com sintomas devem ser levadas a um psiquiatra. O diagnóstico é clínico. É fundamental a participação de familiares e/ou de amigos, porque os doentes, em especial na fase de euforia, não se reconhecem como tal. O psiquiatra precisa ser cuidadoso, claro, porque o transtorno pode ser confundido com depressão clínica unipolar. O tratamento é feito com remédios, que objetivam, de início, retirar o paciente da crise e, depois, equilibrar o quadro, evitando tanto a euforia como a depressão. O tratamento, em boa parte dos casos, dá melhor qualidade de vida aos portadores.
Autor: Dr Teng Chei Tung
Sobre o autor: Médico Psiquiatra, membro do Conselho Científico da ABRATA
#Artigo publicado pela Revista Caras, Edição 09 de maio de 2013.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Trilha Sonora #3 - Vale a pena ouvir!



Ninguém é como o nosso Deus!
Grandes coisas estão por vir,
Grandes coisas vão aconter nesse lugar!
Eu creio

 (Fernandinho)

domingo, 23 de junho de 2013

Manhã cinzenta


Hoje minha manhã não foi muito alegre e penso que o restante desse dia também não será. Ontem eu estive á beira de uma crise e o medo e a angustia tomaram conta de mim. Eu deveria estar feliz pq finalmente eu posso me considerar de férias depois de um semestre cansativo e estressante da faculdade... mas não. Assim que eu terminei minha ultima prova, recebi a notícia de que meu pai estava internado e o estado dele não era bom. os médicos disseram que ele estava com o coração, o pulmão e o fígado muito inchados e que o estado dele era irreversível.
Na hora que me disseram isso eu não sabia o que estava sentindo, foi um choque.

Eu e meu pai não estávamos muito próximos nos últimos anos por conta de diversas brigas, discórdias e atrito de pensamentos e princípios. Ele e a minha mãe se separam quando eu tinha 17 anos, e desde então a nós nos distanciamos. Acho que tinha uns 2 anos que eu não tinha contato com ele.

Em pensar que um  dia o meu pai foi meu herói e a pessoa que eu mais amava e confiava no mundo. Eu era super apegada à ele, e ele á mim. Ele era o meu melhor amigo e eu contava tudo pra ele: de quem eu gostava, o que eu pensava, os motivos que meu deixavam triste ou alegre. Ele era o meu ponto de referência. Trabalhador, carinhoso, bom pai, amigo, companheiro... me mimava o máximo que podia. Fazia tudo pra me ver feliz. Mas com o tempo eu fui crescendo e percebi que essa visão de "príncipe encantado" que eu tinha sobre ele não era verdadeira. O meu pai não era um príncipe e muito menos encantado. Ele era um homem comum, cheio de fraquezas e que não cumpria nem um terço dos princípios éticos e morais que ele e minha mãe haviam me ensinado a vida toda. Essa foi minha primeira desilusão.
E quanto mais o tempo passava mais triste com as atitudes dele eu ficava. ele fazia tudo pra prejudicar a minha mãe, que sempre cuidou de mim e da minha irmã da melhor forma possível, que fez tudo para esconder da gente quem era o meu pai "verdadeiramente". Foi uma época difícil pra mim.
Minha dor era tão grande que pra suportar a verdade e conseguir enxergar meu pai como realmente era, eu anulei o sentimento que eu tinha por ele dentro de mim. Eu simplesmente sufoquei toda a saudade, a admiração e a necessidade que eu tinha de ter por perto um pai. E já faz uns 6 anos que eu venho sufocando isso e me mantendo afastada dele, quase que totalmente. Acho que esse ano eu falei com ele 2 vezes e nem foram conversas longas.

O meu pai sempre foi muito trabalhador, isso ngm pode falar o contrário, qndo eu tinha uns 11 anos ele deixou minha mãe, eu e a minha irmã aqui no Brasil e foi pra Inglaterra pra trabalhar e tentar dar uma vida melhor pra gente. Por certo tempo isso deu certo, ele trabalhava lá, mandava dinheiro pra nós aqui... mas não era tudo perfeito não. Minha mãe tinha que trabalhar aqui tbm, as vezes o que ele ganhava lá não era o suficiente pra nos manter aqui. Ele ficava um ano sem nos ver, e isso só foi nos afastando, pq ele foi deixando de participar do nosso dia a dia e nós não tínhamos mais assuntos em comum. Isso durou 6 anos.
Não cabe que eu diga aqui as coisas ruins que ele fez pra mim e pra minha família. Quando ele foi diagnosticado bipolar ele recusou tratamento e nós também não tínhamos consciência do que era a doença e nem conhecimento para ajudá-lo ou pra aguentar as crises dele. Eu particularmente achava até engraçado qndo ele trocou de carro 60 vezes em 3 meses, ou quando ele achava que era o super-homem... pq, pra mim, de fato, ele era.

Meu pai é alcoólatra a muitos anos, e com o passar do tempo isso só piorou. O café da manhã dele era 3 doses de conhaque, e o dia seguia assim. Essa foi a saída que ele encontrou pra controlar os pensamentos, superar as crises de depressão e se sentir melhor e com a autoestima mais alta durante as crises de mania.
Gastos excessivos, redução da necessidade do sono, falta de controle no seu temperamento, fala em excesso, etc... eram características marcantes do comportamento do meu pai durante as crises de mania. Na fase depressiva, acho que não é difícil adivinhar como era o comportamento dele neh?!

Eu to contando isso aqui, pra deixar ainda mais evidente a importância do tratamento para a melhora comportamental do bipolar. O bipolar que aceita o tratamento e o segue de forma adequada, tem mais chance de ter uma vida melhor, próxima da normalidade, e consegue controlar melhor os seus pensamentos, suas angustias e suas compulsões. Álcool não combina com quem tem transtorno bipolar, as emoções e pensamentos que ele provoca são meras ilusões e é um perigo se o bipolar ficar dependente disso pra conseguir sair de casa e viver em sociedade.

Meu pai tem 45 anos e hoje o estado dele é aquele que eu descrevi acima. Talvez se ele tivesse conhecimento sobre o que é o transtorno bipolar e as suas consequências á longo prazo, ele teria feito o tratamento. E se nós, como família também tivéssemos a informação necessária para ajudá-lo... Enfim, não adianta pensar nisso agora né?!
Mas talvez essa história sirva de ajuda pra outras pessoas.....


quinta-feira, 20 de junho de 2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Momento Fofura!


Eu achei essa foto uma gracinha! Eu amo cachorros e eles animam muito o meu dia!
Então, nada melhor do que um momento fofura desse pra tornar o meu dia e o de vcs mais bonitinho e bem-humorado ;)

terça-feira, 18 de junho de 2013

Transtorno BIPOLAR (Fantástico 24/03/2013)



Há alguns meses atrás o Fantástico apresentou um série de reportagens sobre distúrbios da mente e um dos episódios foi sobre transtorno bipolar.

Meu namorado achou esse vídeo no youtube e me mostrou, eu achei super interessante e vai ajudar quem quiser saber mais como os bipolares se sentem. O vídeo acima mostra dois tipos de pacientes bipolar, dois comportamentos distintos, mas o sentimento de agonia e de euforia são muito semelhantes nos dois casos.
Vale a pena assistir, é muito interessante.

Senhor, dai-me paciência...


Sabe aqueles dias em que vc pede paciência à Deus, pq se ele te der forças vc acaba agredindo alguém?! Pois então, é assim que eu estou hoje.

Tinha muito tempo que eu não me sentia assim. Nos últimos meses eu estive muito calma e a maioria das coisas não me irritava. Mas hoje, parece que toda a minha calma foi embora e todo o estresse que eu acumulei durante o período de paz está querendo sair.
Mas é claro que isso não aconteceu de uma hora pra outra, já que a maioria das crises de raiva que os bipolares tem são sempre impulsionadas por alguma válvula de escape. Eu até já mencionei em um dos posts anteriores que o estresse é um dos principais fatores que desencadeiam uma crise de humor.

E realmente eu ando muito estressada. Ontem começou a semana de prova da faculdade, e isso está me deixando muito ansiosa pq eu estou louca pra que ela acabe e eu possa entrar de férias. Sinceramente, eu não aguento mais ir pra faculdade. Já tem 5 anos que isso é uma rotina na minha vida, e eu já cheguei no meu limite psicológico e emocional.

Além do estresse da semana de prova, alguns desentendimentos com pessoas no meu campo profissional me deixaram extremamente irritada e chateada hoje. Eu não sou o tipo de pessoa que fala as coisas pelas costas sabe, eu sou muito sincera e falo tudo o que eu penso na cara das pessoas. Isso nem sempre é considerado uma qualidade. E quando eu faço algum comentário com alguém sobre uma terceira pessoa, eu não me importo de repetir o comentário diretamente para essa terceira pessoa, justamente pq eu não suporto conversinha.. esse tipo de atitude me irrita profundamente.
E o que me deixa mais chateada é a facilidade que as pessoas tem de distorcer tudo que a gente fala, colocando palavras na nossa boca ou acrescentando vírgulas e pontos onde não existem. Isso é muito triste e é inacreditável os desentendimentos que esse tipo de atitude pode causar.

Eu ando muito sensível e muito irritada ultimamente, minha paciência está muito curta e minhas emoções estão à flor da pele. Eu não sei se é por conta da minha medicação que foi alterada a pouco tempo, mas de fato eu não me sinto a mesma. O triste é que minhas crises de compulsão estão voltando e as vezes eu sinto uma necessidade muito intensa de fazer determinadas coisas que me acalmam ou que provoquem uma sensação de euforia dentro de mim. Como, por exemplo, comer, comprar, etc. ;/
E se eu não satisfaço meus impulsos eu sinto uma agonia dentro de mim impossível de descrever, é como se eu fosse explodir. Um dos psiquiatras que eu já fui dizia que só eu sabia como eu me sentia e é verdade. Só eu sei como é ruim lutar contra sentimentos quase impossíveis de controlar, tentar superar uma das minhas crises de humor decorrentes do estresse provoca um turbilhão de emoções e pensamentos dentro de mim que me consomem e me causam um desgaste tremendo.

Agora eu não sei se eu estou nervosa com os responsáveis pelas conversinhas do meu trabalho, se eu estou triste com a situação e por ser mal interpretada, se eu estou eufórica por ter comprado um blazer que eu queria  há muito tempo... Enfim...

Eu não sou boa em me expressar em público, não consigo me abrir através de diálogos. Mas escrever é a melhor forma que eu encontrei de aliviar as minhas emoções e os meus pensamentos e superar as minhas angustias.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

Trilha sonora


Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é ouvir música.
A música me acalma, permite que eu organize os meus pensamentos e me distrai. Eu me sinto mais feliz em um ambiente que tenha som.
Eu também gosto de colocar uma trilha sonora em diversas fases da minha vida, pq isso me ajuda a expressar as minhas emoções de um jeito mais divertido... já que o meu gosto musical está sempre variando, e eu mudo de música favorita com a mesma facilidade que eu troco de roupa. rssrsrs

O "trilha sonora" vai ser uma categoria permanente aqui no blog a partir de hj. E pra começar, eu vou dividir com vocês uma das músicas que eu mais estou escutando nesses últimos dias. Eu gosto do ritmo, gosto da voz da cantora e me identifico com a letra... então é isso ;) é só clicar no play.

Blonde (Bridgit Mendler)

Hey, I think you've got my number
When I was out with my brother
You said hi
And I think I liked you
Oh we talked about maybe getting together
A rain check on the weather, cloudy skies
And I had to get home

Oh those eyes I thought you were a real nice guy
I thought you were just my type, but I forgot your name

I'm a blonde, so excuse me
I'm a blonde, I get crazy
And everybody knows we're a little more fun
I like to play it up like I'm dumb dumb dumb dumb
Cause I'm a blonde.

Hey! I'm not a college grad yet,
There are some books I haven't read yet
But I could quote a little bit of Shakespeare in my sleep
But there have been some times when
I've clearly forgotten
How to spell
Words like R-E-E-D-I-N-G
[Me] me and myself and I try
Really hard to get by with simple little things

I'm a blonde, so excuse me
I'm a blonde, I get crazy
And everybody knows we're a little more fun
I like to play it up like I'm dumb dumb dumb dumb
Cause I'm a blonde.
Oh oh oh
Cause I'm a blonde

Maybe if I cared enough to dye my hair, then you'd take me serious
Maybe I could try changing up their minds, so they'll take me serious
So they don't
Everybody knows that I'm not dumb d-dumb dumb dumb dumb

I'm a blonde, so excuse me
I'm a blonde, I get crazy
And everybody knows we're a little more fun,
I like to play it up like I'm dumb da dumb dumb dumb dumb dumb dumb
Cause I'm a blonde


Oscilações de humor no Transtorno Bipolar


Achei mais um post interessante sobre as oscilações de humor causadas pelo transtorno bipolar. Esse post pode ajudar a entender um pouco mais sobre a doença de forma bem clara.

"Há dias em que a euforia bate no céu. Em outros a depressão leva ao fundo do poço. A novidade sobre essa gangorra de emoções é que os cientistas confirmam a suspeita de que uma molécula presente no cérebro e no sangue pode apontar a predisposição para a doença (sim, é doença!) com boa margem de segurança. É como levar uma vida dupla. Uma hora a euforia toma conta e leva o organismo ao seu limite de excitação, até mesmo sexual. É energia que não acaba mais, a ponto de o sono tornar-se quase desnecessário. Perde-se a capacidade de julgamento e a autocrítica e há quem se torne irritadiço.

Para descrever esse estado de ânimo os médicos utilizam o termo mania. Ela é um dos extremos de uma doença caracterizada por uma profunda instabilidade de humor, o qual oscila entre esse estado eufórico intenso e o seu oposto, a depressão. Para os portadores do transtorno bipolar, doença que há poucos anos era conhecida como psicose maníaco-depressiva, encontrar o equilíbrio entre as duas pontas das emoções radicais é como tentar andar sobre um terreno movediço. É o pessoal do oito ou oitenta. Diferente de quem tem um humor saudável, os que sofrem desse transtorno não costumam ser previsíveis ou flexíveis e também não respondem com proporcionalidade aos estímulos. Acredita-se que 1% da população mundial conviva com o tipo 1 da doença, considerado o mais grave.

Pode até parecer pouco, mas na verdade o transtorno bipolar é um tormento para muito mais gente. Estima-se que cerca de 5% dos brasileiros tenham instabilidades de humor em algum grau. Feitos os cálculos, os brasileiros alterados somam aproximadamente 9 milhões. Muitos deles nem sabem do próprio distúrbio. Outros, ainda pior, são tratados da maneira errada. Nesses casos o diagnóstico costuma ser esquizofrenia ou simplesmente depressão. 

Sabe-se que essa é uma doença em grande parte determinada pelo histórico familiar. Uma criança que tem um dos pais com transtorno bipolar apresenta uma probabilidade de 15% a 20% de manifestar o mesmo problema. Um estudo, realizado com gêmeos idênticos, mostrou ainda que, se um deles tem a doença, o risco de o outro também vir a ser uma vítima é de 80%. A mais recente descoberta sobre a origem do mal vem de um grupo de pesquisa do Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Os cientistas andavam em busca de uma pista sobre a relação entre o transtorno bipolar e a molécula BDNF (sigla em inglês para fator neurotrófico derivado do cérebro), cuja atuação na memória já era bem conhecida. As evidências dessa ligação ficaram muito claras em seu estudo.

O trabalho mostrou que os bipolares têm menos BDNF no sangue do que as pessoas normais. Quanto menores os teores no sangue, maior a gravidade da doença. Como os níveis dessa molécula são ditados pela genética, a esperança é de que ela possa vir a ser um marcador da doença. O teste ainda é experimental, mas deverá se tornar rotina médica nos próximos anos.

Como todo distúrbio da mente humana, a bipolaridade também é determinada pela maneira como lidamos com as adversidades. Muitas vezes pode-se herdar o gene que leva a uma predisposição, mas, sem um evento estressante, o transtorno não se desenvolve. Em caso de estresse emocional ou abuso de drogas, os riscos ficam de quatro a cinco vezes maiores. O problema geralmente dá as caras no final da adolescência e no início da vida adulta, mas as crianças também são o alvo. Na infância, aliás, não raro ele ser confundido com distúrbio do déficit de atenção e hiperatividade. Crianças diagnosticadas assim, mas que não respondem ao tratamento, podem ter na realidade o transtorno bipolar. Descobrir a doença cedo e controlá-la o quanto antes ajuda seu portador a levar uma vida normal.

As oscilações do humor podem ser trágicas. Uma depressão prolongada, daquelas que chegam a durar meses ou mesmo anos, muitas vezes são o estopim de uma tentativa de suicídio. No outro extremo, o da mania, algumas semanas de crise são suficientes para pôr toda uma vida a perder. Relações são desfeitas e o dinheiro economizado por décadas, torrado em poucos dias. Não precisa ser assim. O.k., não há cura para o transtorno bipolar, mas, como outras doenças crônicas, trata-se de um mal controlável.

Em casos de bipolaridade, os remédios conhecidos como estabilizadores do humor são fundamentais para o tratamento do tipo 1 e para alguns pacientes do tipo 2, como os médicos chamam uma forma mais moderada do transtorno. Qualquer que seja o tipo, porém, o maior problema costuma ser a resistência do paciente a tomar os medicamentos. Um dos motivos está nos efeitos colaterais. O lítio, por exemplo, que ainda é uma das drogas mais usadas, pode provocar ganho de peso, tremores, aumento do apetite e retenção de líquido um sufoco que, parece, as mulheres têm ainda mais dificuldade para enfrentar. Porém, os benefícios são muito maiores do que os efeitos colaterais. Mas é bom que fique claro: nenhum remédio, sozinho, opera milagres. Ele pode restaurar o equilíbrio químico dentro do cérebro, mas e as emoções? 

Hoje, até os cartesianos mais ferrenhos já deixaram de considerar a mente e o corpo como estruturas absolutamente separadas. No caso do transtorno bipolar, diga-se, estão intimamente ligadas. E é aí que entra a psicoterapia, como peça fundamental do tratamento dos bipolares. Não se trata de uma doença mental apenas, mas um mal sistêmico que afeta o indivíduo como um todo. Esse paciente requer uma equipe multidisciplinar. Descobriu-se que os pacientes bipolares têm no cérebro uma quantidade menor de enzimas antioxidantes em comparação com o resto da população. Essas substâncias são essenciais para a manutenção da saúde ao evitar mutações genéticas que podem dar início ao câncer, por exemplo. Os bipolares têm maior incidência de morte por tumores, doenças cardiovasculares e diabetes. A busca é por métodos que permitam aos pacientes ficar livres não só das alterações do ânimo, mas de outros danos.

Doença do corpo e da mente, a bipolaridade também pode se enquadrar em outra categoria, a de doença social. Afinal de contas, muitas vezes não é o transtorno em si o que mais preocupa os pacientes, mas a reação das outras pessoas. Em outras palavras, é preconceito mesmo. E contra isso muitas vezes o melhor antídoto é fazer parte de um grupo. O convívio social faz parte da terapia porque o doente discute situações comuns a todos os portadores e um ajuda o outro.

Ora, se a vida é dupla e a doença é tripla, a conta só fecha porque as soluções são múltiplas. O sobe-e-desce das emoções. As fases eufóricas são chamadas de mania. As mais brandas, de hipomania. Podem durar de alguns dias até longos meses, assim como as fases da depressão.

Evelyn Vinocur é psicoterapeuta cognitivo comportamental. Atua na área de saúde mental de adulto e é especializada em saúde mental da infância e adolescência. Para saber mais, acesse: 
www.evelynvinocur.com.br

Fonte: Bipolar Brasil

domingo, 16 de junho de 2013

Histórico de medicações - Tratamento para transtorno bipolar


Gente vocês não imaginam como as emoções a flor da pele quando eu escrevi o último post. Me deu uma crise de choro terrível ao lembrar de tudo que eu passei, e nada foi fácil. Eu estou tentando ter um comportamento normal. Mas o período de adaptação com os novos remédios é muito complicado. Eu tenho que enfrentar diversos efeitos colaterais, como dor de cabeça, irritabilidade, falta de apetite, perca de peso, aumento de peso, tontura, sonolência, dilatação da pupila.. etc. Tem certos medicamentos, que se eu tomar de estômago vazio, tem um efeito tão forte sobre mim, que me deixa com a aparência de uma drogada. Eu fico com a fala e o raciocino lento, fico parada olhando pro nada por vários minutos, minha coordenação motora fica pior do que já é... e eu tenho que fazer um esforço mental muito grande para conseguir executar todas as funções que eu tenho no trabalho e na faculdade.
Hoje o meu tratamento do TBH envolve a combinação dos seguintes medicamentos:

*Trileptal – 1200mg ao dia
*Lamitor – 100mg ao dia
*Efexor – 75mg ao dia
*Lorax – 2mg ao dia
*Kitapem – 50mg ao dia

O Trileptal faz parte do meu tratamento desde o início. Eu comecei tomando 300mg ao dia e no decorrer do tratamento e com as mudanças de médicos, a dosagem foi aumentando gradativamente.
Eu já tomava o Lamitor bem antes de descobrir que era bipolar. Como eu faço tratamento pra enxaqueca desde que eu tinhas uns 9 anos, o meu neurologista me receitava ele pra evitar as crises de dor de cabeça. Mas antes eu tomava só 10mg por dia.

O Efexor foi inserido no meu tratamento pq eu sou muito, muito, MUITO ansiosa. Eu já cheguei a tomar 300mg dele por dia. No início ele realmente me ajudou muito a controlar a minha ansiedade, mas foi o medicamento que eu mais sofri com os efeitos colaterais. Hoje eu só tomo 1 capsula de 75mg pela manhã (indicação do ultimo neuropsiquiatra que eu fui).

Como eu tenho muita dificuldade pra dormir e também para me manter dormindo, mesmo tomando medicação para dormir diariamente. O meu psiquiatra acrescentou o Lorax ao tratamento, eu tomo 1 comprimido de 2mg ao deitar. Essa medicação atua também no controle da ansiedade, e teoricamente ele deveria acalmar a minha mente para que conseguisse ter uma noite de sono de qualidade.

O Kitapem é o remédio que eu tomo a menos tempo.  Eu tomo 50mg ao deitar, ele me induz ao sono. Antes dele eu fazia uso do Stillnox para tentar dormir, mas eu não me adaptei muito bem a esse medicamento. Faz apenas 1 semana que eu estou tomando o Kitapem, mas até agora eu estou gostando do resultado, realmente eu tenho dormido melhor.

Eu qro deixar claro que a medicação utilizada no tratamento do TBH depende de cada paciente. É importante que o paciente se adapte aos medicamentos indicados, já que a intenção é alcançar um comportamento o mais próximo possível da normalidade. E cada pessoa possui necessidades especificas. Eu por exemplo, sou muito ansiosa, impaciente, tenho pouca necessidade de sono, tenho enxaqueca, comportamento compulsivo e é por isso que os meus médicos acharam que esses medicamentos seriam os melhores para o meu caso.
Quem se interessar em saber mais sobre os remédios citados acima e seus compostos químicos pode procurar as bulas no google, são bem fáceis de achar. ;)

Eu gostaria muito de saber se alguém já fez uso de algum dos remédios acima, se teve que passar por efeitos colaterais e se os resultados do uso prolongado dessas medicações têm sido positivos. Deixe a reposta nos comentários.

A importância de um bom ambiente familiar


Eu estava lendo algumas reportagens e blogs que falam sobre o trastorno bipolar e achei muito interessante esse texto que eu li no site: http://www.bipolarbrasil.net/. Achei um texto claro e que evidencia muito bem a importância de um bom ambiente familiar para o sucesso do tratamento...

"Eu resolvi passar por aqui aqui para deixar um texto sobre ambiente familiar e qual a importância que isso tem para o tratamento do transtorno bipolar do humor, assim, como a harmonia de todos os entes.

Você recebe o diagnóstico de bipolaridade, decide então se tratar, fazer terapias, pesquisar sobre a doença... Está convencido de que se fizer assim as chances de recuperação de sua qualidade de vida se ampliam e muito... E você está certo!

Tudo certo para iniciar.... Medicamentos comprados, terapias agendadas, informações sobre a doença em mãos... E então...

E então, você percebe que falta um item indispensável: o ambiente familiar favorável ao seu tratamento.

Quantas vezes nós bipolares decidimos fazer o nosso melhor e se tratar, mas a família parece não reconhecer a doença, e pior, contribui para que o tratamento vá de mal a pior?

Eu acredito que sem apoio e compreensão familiar ficará muito difícil o tratamento dar certo. O ambiente familiar favorável é fundamental. As informações que você pesquisa por exemplo - aqui no Bipolar Brasil e outros sites da internet - tem que ser compartilhada com àqueles que convivem com você.

É importante alertar sobre todos os tópicos da doença e quanto é importante todo o tipo de apoio. Isso incluí um ambiente sem fatores estressantes por exemplo.

Quantas famílias diante dos problemas do dia-dia ecoam berros, gritos e muita confusão?

Quantos bipolares têm pais que os reprimem, que não reconhecem a doença como verdadeira? Como se fosse mais uma "manha" de seus filhos... E quantos cônjuges e/ou namorados (as), se pegam a dizer: Hei! Oscilação de humor é normal, todo mundo tem... Isso não doença não. Deixa de frescura...

É amigos, oscilação de humor parece mesmo que todos possuem, entretanto, “episódios destrutivos” provenientes de oscilação de humor... Ah... eu creio que não.

Este texto não é para criticar os menos esclarecidos sobre a doença, é pelo contrário uma tentativa de que através da informação adequada àqueles que são mais próximos de nós - nossos familiares -, esses possam ter consciência de que você faz um tratamento psiquiátrico - que diga-se de passagem, não é nada confortável -, que o apoio dos seus entes queridos é muito importante para que você não deixe a peteca cair.

Não é nada divertido sofrer de transtorno bipolar do humor. E devemos deixar isso claro aos nosso familiares. Não devemos também utilizar a bipolaridade como “muleta” para que a atenção se volte para você, somente para você.

Problemas todos tem, mas com certeza se cada um fizer sua parte para não interferir negativamente no problema do outro, então melhor. Fazer o contrário então, perfeito. É quando um ajuda o outro.

Eu penso que só com informação e amor podemos mudar o quadro antes pintado pelo preconceito.

Com informação, nossos familiares poderão perceber o quão é importante manter um ambiente tranquilo e harmonizado. De que adianta pilhas de medicamentos, horas de terapia, se quando você bipolar, que está em sua casa descansando - ou queria isso -, parece que tudo está contra você? São críticas e mais críticas. Você não tem sossego.

Isso ocorre primeiro porque há resistência na família contra doença mental - eu li algum texto um dia desses, que o primeiro momento, aquele que você recebe o diagnóstico - dificilmente seus familiares estarão do seu lado... É como se eles passassem por um período de negação inicial.

Após algum tempo, eles começam a compreender que seu problema é sério e que você precisa de apoio para ir em frente. Alias, até você mesmo vai perceber com o tempo de "paciente de transtorno bipolar", o quanto você precisa se tratar.

Já vi vários casos de pessoas que param o tratamento, então voltam, e isso se repetir algumas vezes... Comigo já aconteceu algumas vezes também.

O fato é que todos tem de se conscientizar que sem tratamento as coisas ficarão mais difíceis.

Para que esse momento chegue mais rápido - o da consciência da doença - é importante que você converse abertamente com o seus familiares sobre o momentos de estresse que gostaria de evitar. E que isso não é só bom para si, mas para todos.

O que quero dizer é que há famílias onde a guerra impera. É fofoca, brigas, discórdias, mágoas e por aí vai... No meio disso tudo se encontra você: um bipolar em tratamento.

Harmonizado o ambiente e todos fazendo sua parte de distribuir amor e não doses de raiva, as chances de um tratamento eficaz é enorme.

Outro dia li um relato de um amigo - que não quis que eu publicasse -, dizendo o quanto sonhava que seus pais aceitassem seu tratamento e lhe apoiassem para que ele melhorasse. Os pais simplesmente trataram do assunto com desdém e pouco quiseram se envolver. Não sabiam por exemplo nem mesmo os medicamentos que o filho tomava. Faltava envolvimento. Faltava apoio para que o filho continuasse firme naquilo que poderia melhorar a qualidade de vida de todos os envolvidos. O filho, dizia-me: Não sei se vou aguentar, amigo Will. Já estou no meu limite... Pior que a doença, é não ter apoio das pessoas que você mais espera.

Já outro caso se tratava de um rapaz que sempre que chegava da faculdade tinha de conviver com altas discussões. Tudo que estava errado, ele era o culpado. Chegou a ter crises de depressão sérias que o levaram a internação. Seus pais foram lhe visitar e brigaram com o médico achando um “absurdo” que seu filho que estudava, estava cumprindo com suas responsabilidades, ser classificado de “maluco” e ser internado. Detalhe: o filho pediu a própria internação, pois, entrou numa crise de estresse crônico ou algo assim.

Esses são alguns casos, existem outros aos milhares espalhados por aí.

Ambiente familiar costuma mesmo ser conturbado, entretanto, nós bipolares ou não devemos estabelecer ou tentar buscar a paz. Comece conversando sobre seu tratamento e quanto é importante para você a paz no lar. Explique que fatores “estressores” podem desencadear crises, que lhe trazem grande sofrimento.

Se alguém tem um grande "calo" no pé em sua família, pergunte se ele ou ela gostaria que você desse um pisão? É uma analogia para tentar dizer que todos nós temos problemas sim, uns maiores ou menores do que transtorno bipolar do humor, mas o que é certo, é que ninguém deveria pegar esse problema e transformar eles em coisas piores, pisando nos calos, por exemplo.

Temos que observar que nem sempre o vilão da estória nos “quebra paus” que existem nas famílias começaram ou tiveram origem naquele que é bipolar. Ao invés de acharmos culpados, vamos criar estratégias para que famílias voltem a ser famílias.

Eu sei que vivemos numa sociedade fragmentada e individualista, não vejo isso como um problema... Entretanto, não podemos perder o dom de amar o nosso semelhante. Não podemos deixar de ser pais, de ser irmãos e/ou cônjuges. Enfim, deixar... deixar... tudo de lado, porque não nos interessa, ou porque não temos tempo.

Devemos portanto lutar sim por nosso tratamento - medicamentos, terapia etc... -, mas principalmente fazer uma “higienização do ambiente familiar” como um processo muito importante.

Que tal um bom bate papo com os familiares sobre como todos podem fazer sua parte para que todos fiquem bem."

Fonte: Bipolar Brasil